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sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Profecia Maia


Abaixo está a profecia do sacerdote maia Chilam Balam, século XVI:

Naquele dia, a poeira tomará conta da Terra,
Naquele dia, uma praga cobrirá a face da Terra,
Naquele dia uma nuvem surgirá,
Naquele dia, uma montanha aparecerá,
Naquele dia, um homem forte se apossará as Terra,
Naquele dia, as coisas cairão em ruínas,
Naquele dia, a folha jovem será destruída,
Naquele dia, os olhos moribundos serão fechados,
Naquele dia, três sinais estarão na árvore,
Naquele dia, três gerações penderão dali,
Naquele dia, a bandeira da batalha será levantada,
E eles serão espalhados pela floresta.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um Pouco Sobre Os Maias


Embora a civilização maia tenha começado por volta de 2000 a.C., seu “período clássico” ocorreu aproximadamente entre os anos 250 e 900 da era Cristã, O império cobria Honduras, Guatemala, Belize, El Salvador e o México central. Existem evidências de que eles fundaram pequenos vilarejos em volta das cidades centrais, onde o crescimento de milho permitiu alimentar bem suas famílias.
Eles viviam em grupos sociais muito complexos centrados em praticas religiosas, enfim, tinham uma vida social bem organizada. Reis locais governavam as cidades, “cada um dos quais reinvidicava descender de um deus diferente no panteão maia”; na maioria das vezes os reis também eram xamãs, ou homens sagrados, e serviam para abrir portais para os deuses através de estados extáticos”.
Ninguém sabe ao certo como essa civilização entrou em colapso, existem varias teorias e nenhuma certeza. Para alguns, o povo maia teria perecido em virtude do esgotamento de recursos naturais, por causa da superexploração; outros defendem que as diferentes cidades-Estado teriam se aniquilado mutuamente, em um ciclo prolongado de guerras; certos pesquisadores sugerem que os maias teriam sido vitimas de fome e epidemias; e também a que seus deuses os tivessem levado para outro planeta com espaço-naves e tudo mais. A única certeza que temos, é que eles desapareceram sem deixar vestígios, eu particularmente descarto algumas hipóteses porque não encontraram corpos na região, ou seja, duvido muito que a causa do fim dos maias tenha sido guerras, fome e epidemias, porque se não, teriam encontrado os corpos dos mortos. Uma das teorias mais aceitas, é que por algum motivo (talvez religioso) eles abandonaram  suas cidades por livre e espontânea vontade (pois não a sinais de algum tipo de revolta ou guerra) e foram viver em outro lugar, talvez fundaram outra civilização ou foram morar com outros povos.
Mas eu não podia terminar essa postagem sem lembrar de um dos maiores presentes que os maias nos deram: o chocolate. A civilização maia cultivava o cacau em seus quintais. Das sementes, fazia-se uma bebida amarga chamada xocoatl, geralmente temperada com baunilha e pimenta. Tanto os maias como os astecas, adoravam o cacau, tanto é que os grãos desse fruto eram usados como moeda. Todas as áreas conquistadas pelos astecas eram obrigadas a plantar cacau e pagar os impostos em grãos.

A Religião Dos Maias


Os maias eram politeístas (tinha vários deuses), tendo como principal o deus Itzamná (deus criador, senhor do fogo e do coração). Praticavam sacrifícios humanos como parte de sua religião, basicamente, “seres humanos eram oferecidos aos deuses como um pagamento pelo dom da vida”, os sacrifícios também eram serviam para apaziguar o planeta Vênus, que feriria aquele povo com “influências negativas e violentas” caso não oferecessem sangrentos sacrifícios humanos.
Na mitologia maia, o deus sol precisava de sangue para continuar operando, eles acreditavam que o que acontece na Terra também acontece no reino celestial; sendo assim, sacrifícios de sangue (especialmente o coração), eram uma forma de alimentar os deuses, angariar colheitas férteis e garantir bem-estar para o povo (visto que eles pensavam que os deuses deram seu próprio sangue ao seres humanos na criação).
Os sacerdotes eram os responsáveis por garantir que tais cerimônias fossem celebradas em dias sagrados; eles observavam, registravam e mediam os movimentos do sol, da lua e do planeta Vênus para determinar quais dias eram mais propícios para suas cerimônias.

Sacrifícios


Agora vou citar alguns sacrifícios, só alguns pra vocês terem uma noção se eram sangrentos ou não.
Primeiramente eu queria dizer que decapitação humana era uma obsessão suprema; alem de que eles adoravam sacrificar mulheres virgens e crianças.
Um dos exemplos de sacrifícios era empurrar uma vitima viva dentro de cenotes (cenotes são “poços naturais”, suas circunferências têm por volta de 60m e a profundidade 25m; eram conhecidos como poços de sacrifício). Ossos de mulheres pequenas foram encontrados em alguns deles, assim como ouro e incensos.
Outra coisa que eles faziam, era arrancar o coração de uma criança viva e acender uma chama na cavidade aberta do tórax; isso era feito para celebrar o inicio de um novo ano no calendário maia.
Outro ritual feito pelos mais foi retratado num vaso de cerâmica, o assassinato dum prisioneiro atado a um cadafalso (cadafalso ou patíbulo é uma estrutura usada para a execução por enforcamento) por um indivíduo grotesco, que lhe remove as estranhas com uma lança, enquanto músicos tocam tambores e trombetas
Existem muitos outros; alguns são bem mais nojentos, mas acho que esses exemplos já servem para vocês terem uma noção de quão sangrentos eram esses sacrifícios.

A Astronomia Maia

Os maias se tornaram famosos por sua astronomia, afinal, eles tinham que garantir que suas cerimônias correspondessem a movimentos específicos de estrelas, dos planetas e das estações do ano; e por causa disso, construíram incríveis observatórios em lugares como Palenque (imagem ao lado), Ikal e Chchen Itzá. Entabularam cálculos muito meticulosos e sofisticados sobre as órbitas do sol, do planeta Vênus e de outros astros, mudanças sazonais e eclipses do sol e da lua; e tudo isso sem o uso de instrumentos avançados como o telescópio por exemplo.
 
                                                                                                

O Calendário Maia

Com bases em seus estudos de astronomia, os maias criaram um sistema de calendário que mapeava a história do tempo, começando com o inicio do mundo atual em 11 de agosto de 3114 a.C. O calendário maia era superior ao de todos os povos da Antiguidade. Compreendia um ano solar de 365 dias, um ano bissexto de 366 dias e um ano venusiano de 260 dias. Usando um sistema baseado no calendário lunar, eles mediam o tempo em unidades de vinte: vinte kin (dias) formavam um winal (mês); dezoito winals formavam um tun (ano); vinte tuns formavam um katun (vinte anos); e vinte katuns formavam um baktun (400 anos). Para designar uma data específica, eles registravam a sua distância em relação ao início da criação; por exemplo: a data 12.19.18.1.3 (24 de Janeiro de 2011) do calendário maia, segundo a longa contagem, representa 12 baktuns, 19 katuns, 8 tuns, 9 winals e 17 kin/dias a partir da criação do mundo.
O mais intrigante do Grande Ciclo da Longa Contagem é que ele parece prever a data 13.0.0.0.0 (13 baktuns) como o marco final da era atual do mundo. Depois de datar cada ano desde o início dos tempos, o calendário termina abruptamente no fim do décimo terceiro baktun; traduzindo para o nosso calendário gregoriano, 13.0.0.0.0 equivale a 21/12/2012.

Debate

Um dos grandes debates que há sobre os maias, é se o décimo terceiro baktun indica ou não o fim do mundo. A primeira vez que essa data apareceu foi no livro The Ancient Maya [Os Antigos Maias] (1983), de Sylvanis Morley.
Diversos especialistas famosos em cultura maia desafiaram a idéia de que 21 de dezembro de 2012 corresponde ao fim do mundo, dentre eles temos Michael D. Coe, Nikolai Grube e Richard C. Hohkand. Coe é professor emérito de antropologia e curador emérito do Museu Peabody de História Natural, ele também recebeu uma importante medalha de honra da Guatemala (a Ordem do Quetzal) por sua pesquisa em cultura maia (seus conceitos estão no do documentário Breaking the Maya Code, produzido por David Lebrun), ou seja, Coe é um especialista mundial no tema e por isso um nome de peso. Grube é professor e erudito especializado em cultura maia, estudou o Código de Desdren por muitos anos e concluiu que o último capitulo do documento faz um aviso sobre o fim do mundo (de acordo com ele o texto descreve nuvens negras, relâmpagos, chuvas torrenciais e a destruição do planeta). Hoagkand é ex-consultor da NASA; ele fez uma vasta pesquisa em Tikal (capital do Império Maia) e afirmou que o fim do Calendário Maia da Longa Contagem antevê uma destruição no planeta; com terremotos, erupções de supervulcões, uma alteração no eixo rotacional da Terra e uma onda colossal que varreria o mundo.
Porem, do outro lado existem vários especialistas que vêem essa data como um período de transformação e renovação para o mundo, não um tempo de destruição. È nesse “time” que estão à maioria dos especialistas, entre eles: José Argüelles (que é um especialista em maias e também o autor de o fator maia); Linda Schele e David Freidel (autores de A Forest of Kings); Mark Van Stone( em seu trabalho It’s Not the end of the World: What the Ancient Maya Tell About 2012); Gerald Benedict que dizia que “para os maias, o futuro é uma repetição e uma variação do que aconteceu no passado”; John Major Jenkins, que afirma estar trabalhando duro para combater “a crescente onda de medo” produzida por interpretes que crêem no fim do mundo; Dr. Ian O’Neil, físico solar...
Para terminar esse assunto venho lembrar que a maioria dos especialistas maias não acreditam que o mundo vá acabar em 21 de dezembro de 2012, e acho que o principal motivo disso é outra previsão maia que dizia que em Palenque, no ano de 4772, as pessoas celebrariam a coroação de Pakal, seu grande rei; o que não faz sentido se o mundo acabasse em 2012.

Eram Os Deuses Astronautas ?

Eram os deuses astronautas é uma obra de Erich Von Daniken, um best-seller escrito no final da década de 60, foi traduzido para vários idiomas e inclusive foi feito um documentário sobre ele.
É um livro fantástico, nele são citados vários povos e sobre eles são levantadas muitas questões, como por exemplo se os deuses desses povos vieram do espaço. O livro é cheio de fatos e provas que são usados para confirmar suas teorias.
Eu precisaria de um post imenso para citar tudo que há nele, por isso aqui em baixo vou por um link para download do livro e um link para o download do documentário.
Vale à pena ler e assistir.





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