Um dos grandes debates que há sobre os maias, é se o décimo terceiro baktun indica ou não o fim do mundo. A primeira vez que essa data apareceu foi no livro The Ancient Maya [Os Antigos Maias] (1983), de Sylvanis Morley.Diversos especialistas famosos em cultura maia desafiaram a idéia de que 21 de dezembro de 2012 corresponde ao fim do mundo, dentre eles temos Michael D. Coe, Nikolai Grube e Richard C. Hohkand. Coe é professor emérito de antropologia e curador emérito do Museu Peabody de História Natural, ele também recebeu uma importante medalha de honra da Guatemala (a Ordem do Quetzal) por sua pesquisa em cultura maia (seus conceitos estão no do documentário Breaking the Maya Code, produzido por David Lebrun), ou seja, Coe é um especialista mundial no tema e por isso um nome de peso. Grube é professor e erudito especializado em cultura maia, estudou o Código de Desdren por muitos anos e concluiu que o último capitulo do documento faz um aviso sobre o fim do mundo (de acordo com ele o texto descreve nuvens negras, relâmpagos, chuvas torrenciais e a destruição do planeta). Hoagkand é ex-consultor da NASA; ele fez uma vasta pesquisa em Tikal (capital do Império Maia) e afirmou que o fim do Calendário Maia da Longa Contagem antevê uma destruição no planeta; com terremotos, erupções de supervulcões, uma alteração no eixo rotacional da Terra e uma onda colossal que varreria o mundo.
Porem, do outro lado existem vários especialistas que vêem essa data como um período de transformação e renovação para o mundo, não um tempo de destruição. È nesse “time” que estão à maioria dos especialistas, entre eles: José Argüelles (que é um especialista em maias e também o autor de o fator maia); Linda Schele e David Freidel (autores de A Forest of Kings); Mark Van Stone( em seu trabalho It’s Not the end of the World: What the Ancient Maya Tell About 2012); Gerald Benedict que dizia que “para os maias, o futuro é uma repetição e uma variação do que aconteceu no passado”; John Major Jenkins, que afirma estar trabalhando duro para combater “a crescente onda de medo” produzida por interpretes que crêem no fim do mundo; Dr. Ian O’Neil, físico solar...
Para terminar esse assunto venho lembrar que a maioria dos especialistas maias não acreditam que o mundo vá acabar em 21 de dezembro de 2012, e acho que o principal motivo disso é outra previsão maia que dizia que em Palenque, no ano de 4772, as pessoas celebrariam a coroação de Pakal, seu grande rei; o que não faz sentido se o mundo acabasse em 2012.








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